quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

HITSat (HO-59)

Abrimos uma nova categoria chamada REFERÊNCIA. Pretende ser uma repositório de informação sobre os satélites que nos dizem respeito mais estreitamente. Começamos com o HO-59 HITSat.

HITSat - HO-59




Designação OSCAR: HITSat-OSCAR 59
#Oscar: HO-59
Designador Internacional: 2006-041F
Nº Norad: 29484
Nome: HITSat
Tipo de Satélite: Cubesat

Data de Lançamento: 22 de Setembro de 2006
Local de Lançamento: Kagoshima Space Center
Veículo de Lançamento: JAXA M-V

Apogeu: 663.00
Perigeu: 279.00
Inclinação: 98.32
Período: 94.02

Dimensões: 10x10x10
Peso: 2.700 Kg

Organização: Hokkaido Institute of Technology

Frequências
Mode U Packet: Operacional
Downlink
437.4250 MHz AFSK 1200 BPS

Mode U TLM Beacon: Operacional
Downlink
437.2750 MHz CW

Indicativo(s)
Beacon: JR8YJT


Fonte: AMSAT
Tradução: CT1ETE

Reportagem da construção de três LTPM II

Após alguma conversa em torno da "Texas Potato Masher", o Paulo (CT1ETE) ficou com vontade de construir uma antena destas para ele. Como as condições estavam reunidas, no passado dia 18 de Janeiro fomos em direcção ao "shack" do Pedro (CT2IWV) para fazer não uma, mas sim três destas antenas. Esta é uma versão melhorada do protótipo já apresentado neste blog (clique AQUI). As dimensões são as mesmas mas o suporte, em calha plástica, é maior e os elementos são feitos em cobre esmaltado de aproximadamente 3mm. O cabo utilizado foi RG58C/U com cerca de 50-70cm.

Foram efectuadas medições da ROE que vos apresentamos.

LPTPM II (VHF)

Freq. SWR/ROE
144.0 MHz 1.1:1
144.5 MHz 1:1
145.0 MHz 1:1
145.5 MHz 1:1
146.0 MHz 1.1:1

Esta antena tem-se mostrado competente para o uso que lhe foi conferido, a escuta de LEO em UHF.

Seguem-se algumas das fotos obtidas durante os trabalhos.

Fase de preparação do boom

Medição do fio de cobre esmaltado

CT1ETE e CT1ENQ nas verificações de dimensão

A LPTM II (UHF)

Modelo acabado

Teste Final com nota positiva

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

AMSAT-NA e AMSAT-UK financiam P3E

A construção do P3E, a cargo da AMSAT-DL, obteve um precioso "empurrão". A AMSAT-NA e a AMSAT-UK doaram à sua congénere 40 mil euros. Esse dinheiro vai possibilitar a continuação dos trabalhos da ZEL "Zentrales Entwicklungslabor for Electronik" na preparação e construção do P3E, um dos futuros HEO.

Saiba mais em http://www.uk.amsat.org/index.php?option=com_content&task=view&id=380&Itemid=68

TX-Grids




Chama-se TX-Grids e é um software para PALM OS. Converte QTH Locator em Latitude e Longitude e vice-versa. É útil para quem trabalha satélites em portátil ou móvel. Basta um GPS e um PALM e saber-se-á rapidamente o QTH Locator do local onde nos encontramos.

Pode encontrá-lo em http://home.comcast.net/~palmware/tx-grids.htm

RAFT em modo VOZ

Segundo PA3GUO, o modo de sintetizador de voz do RAFT foi activado , o que significa que qualquer estação pode activar esse mode com um simples CONNECT de Packet. Desse modo, o o sintetizador de voz ficará activo por 90 segundos. Após a activação, enviando-se uma mensagem de APRS para TALK, e caso o satélite a escute, será efectuada a repetição do indicativo por voz. O RAFT é muito fraco e difícil de ouvir, excepto em passagens de grande elevação, pelo que se pede para não se tentar activar o modo voz em caso de não se receber o satélite. Isso poderá provocar QRM a outras estações.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Oscar-1, o primeiro

O primeiro satélite de amador foi lançado para o espaço em 12 de Dezembro de 1961. Chamou-se OSCAR-1. Emitia apenas telemetria em CW, em 145.000 MHz, com 100 miliwatts. Foi escutado em 28 países e reentrou na atmosfera terrestre em 31 de Janeiro de 1962.

Assim começou a era dos OSCAR.


Créditos: http://hamgallery.com/qsl/Antique/USA/California/w6ee.htm

Locator FK52, PJ4/K0NR, simples!!!



  • Kenwood dualband HT (TH-79A)
  • Arrow II 146/437 dualband antenna com duplexer
  • Zen NanoPlus MP3 Player (para o log)
  • Headphones
Foram estas as condições para a mini-expedição via satélite a Bonaire, nas Antilhas. Um setup simples e que vem confirmar que operar satélites está ao alcançe de qualquer amador.

A reportagem em inglês em http://www.k0nr.com/k0nr-bonaire.html

ANDE

A isto podemos chamar utilização intensiva:

3:Fm PA3GUO-8 To APRS Via ANDE-2* [22:52:18]
Ping...# 68
3:Fm PA3GUO-8 To APRS Via ANDE-2* [22:52:25]
Ping...# 71
2:Fm PA3GUO-8 To APRS Via ANDE-2* [22:52:28]
Ping...# 72
3:Fm PA3GUO-8 To APRS Via ANDE-2* [22:52:55]
Ping...# 76
2:Fm PA3GUO-8 To APRS Via ANDE-2* [22:53:01]
Ping...# 78
2:Fm PA3GUO-8 To APRS Via ANDE-2* [22:53:10]
Ping...# 82

RS-15 ainda vive? (Actualizado em 06/02/2007)

Depois de ter visto uns spots no dxcluster dos beacons do AO-7 e RS-15 decidi ligar os dez metros (28MHz) e tentar escutar os beacons destes satélites. Para meu espanto, hoje por volta das 12:30UTC escutei uma espécie de OOK (on-off keying) que supostamente seria do RS-15. O sinal era bom (RST: 519) para um satélite que está a 2300km de altitude e com 0,4 a 1,2 W de potência. Não sei se o RS-15 deveria estar a enviar telemetria ou não mas o que eu ouvi foi um beep intermitente e cujo sinal coincidiu com a passagem deste passarinho.


O sinal foi escutado em 29,352 CW.
Condicões de escuta:
RTX: Sommerkamp TS-788DX
Antena: CTE Bommerang (Passo-em-Frente) deitada no telhado
Altitude: Aprox 200m ASL
Loc.: IN51UK


Sinal de morse recebido, um beep intermitente.



Alguém tem mais info sobre o estado do RS-15?
http://www.dk3wn.info/sat/afu/sat_rs15.shtml

Sinais da Mars Reconnasaince Orbiter

Nesta página pode encontrar informações sobre a recepção da MRO efectuada por PE1ITR.

Clique AQUI.

Telemetria FCAL

1:Fm KD4HBO To TELEM Via TELEM [01:56:24]
003D3C8AFFFEFB0FFFF02E0FFFE0198FFFE01D0FFFE0250FFFF0270

1:Fm KD4HBO To TELEM Via TELEM [01:56:31]
Analog 000C00FB00F100DA00AD000E00DE0004 N 0000001E

Pehuensat-1 recebe designação PO-63

Segundo comunicado de LU7AA, da AMSAT Argentina, o Pehuensat-1 recebeu a designação PO-63 da AMSAT-NA, tornando-se assim num satélite oficialmente reconhecido como de amador. Parabéns à Universidade de Comahue, à Associação Argentina de Tecnologia Espacial e à Amsat Argentina.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

KiwiSAT



A AMSAT-ZL publicou no seu website uma actualização do status do satélite KiwiSAT. O satélite possuirá um transponder linear de 70cm/2m.

Mais informações em http://www.kiwisat.org.nz/status.html

ISS em órbita até 2025
















De acordo com notícia publicada em finais de Janeiro deste ano, a International Space Station (ISS) deverá permanecer em órbita até meados de 2025. Quem o afirma é Nikolai Sevastyanov, presidente da empresa Energia, um dos principais fabricantes de produtos e veículos para o programa espacial russo.

Embora o final anunciado da comissão da estação esteja planeado para 2015, a sua vida operacional poderá ser prolongada até 2025. A proposta da Energia para manter a estação em órbita permanente foi avançada recentemente, reconhecendo-a como uma verdadeira facilidade de produção industrial no espaço. Uma vez acabado o programa do vaivém espacial da NASA, a Russia estará em posição de ser o único país que terá ao seu dispor a capacidade de transportar equipamento e pessoal para a ISS.

Fonte: Agência de informação NOVOSTI

Comentário
Política à parte, acho a notícia bastante interessante do ponto de vista do radioamadorismo. Agora resta ver se o programa ARISS recebe um pouco de ar fresco e se expanda para além do modo de operação actual. Na minha opinião, a operação da ISS como uma plataforma de experimentação e operação radioamadora está aquém das suas capacidades actuais . Para dar um exemplo, a sua capacidade de gerar electricidade duplicou em relação há um ano atrás, graças à instalação de novos painéis solares.


Esporádica E, Aurora e Meteoritos em tempo real

Monitorização de actividade em tempo real. Por G7IZU. Que luxo.

AQUI.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Ainda o ANDE

Há minutos.....

1:Fm ANDE-1 To APRS1 Via SGATE [23:56:10]
:BLN1ANDE :ANDE-1 only wakes up 1 of evry 15s for users. Pse conserve.

ANDE-1

Em 7 de Janeiro tinha conseguido enviar uma mensagem para o ANDE, tentei mais vezes mas nunca era escutado pelo ANDE, hoje resolvi ligar-me não utilizando ANDE-1 mas sim PCSAT-1, e não é que consegui novamente!!!!

Mensagem captada hoje pelo ANDE-1

CT2ISG ANDE-1 02/04 22:22:06z Greetings de Fernando -Portugal via PCSAT-NO44

http://www.findu.com/cgi-bin/msg.cgi?ANDE-1

Para além de mim foi escutado pelo Ande a estação de PA3GUO, ainda não consegui foi postar no RAFT, vou experimentar a mesma ligação.

Modos e Frequências nos diversos satélites

O termo modo é tido no serviço de Satélite de Amador como a banda ou faixa de frequências que se utilizam. O modo não é mais do que o tipo de emissão e recepção, que se pode emitir ou receber de um qualquer satélite de amador.

São diversos os tipos de emissão e recepção que podem ser enviados ou recebidos por um satélite. Pode, no entanto, parecer complexa a descrição de cada um dos serviços, vulgarmente usados nestes campos da experimentação das ciências radioeléctricas.

Num satélite, o modo significa a identificação da banda que posso utilizar para operar através do satélite, ou seja, que banda se utiliza na ligação de subida para o satélite ou uplink, a banda que se usa para emitir, ou a banda que utiliza na ligação de descida do satélite ou downlink, a banda onde se recebem os sinais do satélite através da estação terrena.

São os seguintes, os planos de banda ou modos convencionados, para o Serviço de Satélite de Amador:

Modo A Uplink 2m 145MHz Downlink 10m 29MHz
Modo B Uplink 70cm 435Mhz Downlink 2m 145Mhz
Modo J Uplink 2m 145Mhz Downlink 70cm 435Mhz
Modo K Uplink 15m 21.1Mhz Downlink 10m 435Mhz
Modo L Uplink 23cm 1.2Ghz Downlink 70cm 435Mhz
Modo S Uplink 70cm 435Mhz Downlink 13cm 2.4Ghz
Modo T Uplink 15m 21.1Mhz Downlink 2m 145Mhz


Nos planos de banda destinados aos satélites de amador, ocorrem denominações com 2 letras, tais como Modo JA ou Modo JD. Nestas situações, a forma de operação do satélite deve ser feita para o caso do Modo JA em modo J em serviço Analógico, e na situação referencia como Modo JD, opera-se no Modo J em serviço Digital.

Noutras ocasiões, vimos que um determinado satélite opera em modo composto, como por exemplo Modo KA, isto significa que se pode operar um Uplink quer na banda dos 15 metros (21.2 MHz) quer na banda dos 2 metros (145 MHz), e que em ambas as ligações se faz o Downlink na banda dos 10 metros (29 MHz).

Créditos: AMSAT

XI-V (CO-58) às 2315z

Bons sinais, como sempre.

xiv4 010101010101
xiv5 798d8a857574
xiv6 97e637903b
xiv7 venham-me-visitar-aqui---
xiv1 867da7
xiv2 dab80039
xiv3 35328c
xiv4 010101010101
xiv5 7284837f6d6c
xiv6 94e5378a3b
xiv7 dawnoftherealspaceage

Comemorações da tragédia da Challenger

O dia 28 de janeiro de 1986 não vai ser esquecido tão facilmente da memória dos norte-americanos.

Há 20 anos, às 14h38 de uma manhã muito fria, a nave espacial Challenger descolava do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, com sete astronautas a bordo. Seria um lançamento especial, pois seria a primeira vez na história que uma professora do ensino secundário integrava a tripulação rumo ao espaço.



Veja o video de homenagem aqui:
mms://wm.nasa-global.speedera.net/wm.nasa-global/dor/challenger.wmv

No entanto, 73 segundos após o lançamento, um problema com o anel de vedação de um dos propulsores fez com que a nave se transformasse numa bola de fogo diante do olhar aterrorizado dos presentes, entre eles diversos parentes e alunos dos astronautas mortos.

Diversos actos lembraram o 20º aniversário da trágica explosão e serviram para lembrar que os desafios da conquista espacial são enormes e muitas vezes tristes.

Um dos momentos mais comoventes do dia aconteceu no próprio Centro Espacial Kennedy. Familiares dos seis astronautas e da professora que morreram na tragédia também foram hoje à Flórida para lembrar aquela manhã.


"Nossas vidas ficaram destroçadas", disse June Scobee Rodgers, esposa do comandante da Challenger, Dick Scobee. No entanto ressaltou que "sem risco não há progresso".

Um dos tripulantes mais lembrados foi Christa McAuliffe, que não conseguiu realizar seu sonho de se transformar na primeira "professora espacial". McAuliffe tinha 37 anos quando foi escolhida, após um rigoroso processo de seleção, para voar a bordo do Challenger.

Os alunos da escola de New Hampshire na qual ela trabalhava voltaram a lembrá-la nesta semana, como fazem todos os anos. A memória da professora também foi homenageada nos 52 Centros de Aprendizagem Challenger, criados em sua honra nos EUA, no Canadá e no Reino Unido.

"Este é o 20º aniversário da inspiração", garantiu Charles Wood, diretor de um dos Centros de Aprendizagem Challenger na Virgínia Ocidental, em entrevista à imprensa local,referindo-se ao exemplo que muitos alunos encontraram na figura de McAuliffe.

Na época, o acidente provocou a suspensão por tempo indeterminado das missões dos vaivém espaciais, os principais veículos tripulados dos EUA no espaço.

As expedições seriam retomadas depois, mas o acidente do Colúmbia, em fevereiro de 2003, voltou a gerar um terremoto na Nasa, depois de uma comissão ter estabelecido que uma das causas do acidente seria a decisão da agência de sacrificar a segurança em um esforço para cumprir seus programas.

Após essa crise, a NASA conseguiu una forte injeção de otimismo no ano passado, depois de completar com sucesso a missão da nave Discovery.

Michael Griffin, administrador da agência, garantiu recentemente que as duas tragédias das naves permitiram à Nasa aprender e se superar, assim como enfrentar com maior eficácia a tarefa de enviar homens ao espaço.

A agência espacial considerou que o desprendimento de um pedaço de isolante do depósito de combustível externo do Discovery, ocorrida na última missão, seria muito perigoso se voltasse a acontecer em missões.

A Nasa também anunciou a retirada definitiva dos vaivém até o ano 2010 que serão substituídos por veículos mais leves, baratos e seguros, que serão usados em expedições tripuladas à Lua e a Marte nas próximas décadas.

Foto: A tripulação da nave Challenger: Francis R. Scobee, Michael J. Smith, Judith A. Resnik, Ellison S. Onizuka, Ronald E. Mcnair, Gregory B. Jarvis e Christa Mcauliffe.

Fonte: NASA