quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Missões Lunares Apolo













Em Dezembro de 1972, o programa Apolo chegava ao fim. Durante sua realização, conseguiram-se importantes avanços na astronáutica e na aquisição de conhecimento da geologia lunar. As três últimas missões foram muito mais sofisticadas que as primeiras três, em grande parte porque os astronautas levaram um jipe robótico lunar que lhes permitiu deslocarem-se a quilómetros de distância do ponto de aterragem.


Na missão Apolo 11, Armstrong e Aldrin apenas andaram duas horas e meia sobre a superfície, enquanto que na Apolo 17 as caminhadas chegaram a um total de 22 horas e os astronautas passaram 3 dias no vale Taurus-Littrow, trazendo 110 quilos de rochas lunares.

Por outro lado, a missão da Apolo 17 foi a primeira a incluir um cientista. Tratava-se do geólogo Schmitt. Até essa missão, as tripulações foram compostas maioritariamente por militares. Depois de seis viagens à Lua, o programa Apolo deu-se por encerrado, pois as Apolo 18, 19 e 20 foram canceladas por limitações orçamentais. O encerramento do Projecto Apolo marcou o fim da onda de exploração feita até então e que colocou os Estados Unidos na frente da corrida espacial, superando a esse nível os soviéticos.

As últimas missões não provocaram tanto interesse como a número 11 e as notícias passaram para segundo plano, sendo esquecido que a Apolo 17 foi a última missão a chegar à Lua Para os norte-americanos o objectivo de ganhar a corrida até à Lua estava cumprido.


Créditos: Fotohistória

CubeSat @ UofI


Foto: University Of Illinois

Um projecto de CubeSats, desta vez da Universidade de Illinois, EUA.

Mais em http://cubesat.ece.uiuc.edu/

Quer construir um CubeSat ?



Na página http://www.cubesatkit.com/content/faq.html encontrará informações sobre um Kit que permite construir CubeSats.

A empresa que comercializa este Kit é a Pumpkins Inc, S.Francisco, Califórnia.

Lançamento do Atlantis adiado


Imagem: NASA via NASASpaceflight.com

Por Rui C. Barbosa

O lançamento do vaivém espacial OV-104 Atlantis para a missão STS-117 (ISS-13A) previsto para o dia 15 de Março, foi adiado devido à necessidade de se proceder a reparações aos danos causados pela forte queda de granizo no Centro Espacial Kennedy.

As estimativas iniciais levadas a cabo pela Lockheed Martin apontam para mais de 7000 pontos de impacto de granizo na superfície do tanque exterior de combustível lqíuido ET-117. As inspecções iniciais também revelaram mais de 30 pontos de impacto na asa esquerda do Atlantis. Não se sabe ainda se os danos no Atlantis são muito severos, existindo também a preocupação de determinar se houve algum tipo de danos no escudo térmico inferior do vaivém devido ao ricochete do granizo entre o tanque exterior e o veículo.

O lançamento do Atlantis é assim adiado para uma data que não antecede o dia 23 de Abril, mas a nova data de lançamento irá depender dos danos sofridos. A NASA poderá ainda considerar três possíveis opções. A primeira opção baseia-se num período de permanência de 21 dias no interior do VAB (Vehicle Assembly Building) sem ser necessária a remoção do tanque exterior de combustível. Esta opção permite uma tentaiva de lançamento na janela que abre a 23 de Abril e decorre até 24 de Maio. A segunda opção prevê a separação do ET-118 e a sua colocação numa célula de armazenamento para reparação. Esta opção prolonga a estadia do Atlantis no VAB, mas permite o lançamento no final da janela de Abril/Maio. Se por ventura for necessário ser feita uma troca de tanques exteriores (utilizando-se o tanque ET-118 que chega ao Centro Espacial Kennedy em meados de Abril) então a missão STS-117 terá lugar em Junho (dia 15) e a missão STS-118 terá lugar em Agosto (dia 26).

Presentemente a NASA está a analisar a opção de continuar com o abastecimento hipergólico do sistema de manobra orbital OMS (Orbital Maneuvering System) ou se deverá retirar o oxidante já introduzido nos tanques do Atlantis. Os preparativos para o transporte do Atlantis para o VAB terão início dia 1 de Março, enquanto que a 2 e 3 de Março proceder-se-á à retirada da carga do porão do veículo e no dia 4 de Março o Atlantis será transportado para o VAB.

Extraído de "Boletim Em Órbita"
(com a devida autorização)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Space Flight Laboratory



O Instituto de Estudos Aeroespaciais da Universidade de Toronto, Canadá, tem vindo a desenvolver um trabalho consistente na construção de micro e nano-satélites que usam as frequências de amador. Esses satélites realizam várias experiências de acordo com a regulamentação IARU no que diz respeito ao uso de satélites de amador.

Em http://www.iaru.org/satellite/prospective.html é dito que "O objectivo de um satélite de amador deve ser o de conduzir investigação técnica que em todos os seus aspectos seja consistente com as regulamentações rádio" e "As investigações técnicas efectuadas em frequências de amador devem ser relevantes para o desenvolvimento da 'técnica de rádio', ou seja, devem ter alguma probabilidade de poderem ser aplicadas no desenvolvimento de sistemas de comunicação". (as citações foram traduzidas por CT1ETE).

O SFL refere algumas experiências desse tipo:
  • estudos de propagação
  • análise operacional de protocolos de comunicação voz e dados
  • determinação de métodos de control de atitude
  • desenvolvimento de procedimentos de control
  • estudo do efeito das radiações em componentes electrónicos
  • estudos de reflexão meteorítica
  • determinação do ambiente órbital com vista ao desenvolvimento de futuros satélites
Para conhecer os projectos já executados e os projectos em curso, pode visitar a excelente página dessa instituição em:

Mais sobre o BlueSat


Foto: Página BlueSat


Há dias, publicamos uma notícia sobre o BlueSat, um satélite desenvolvido pela Universidade de New Soth Wales, Austrália.

De acordo com a página do projecto, a missão principal deste satélite é a transmissão de Packet AX.25 a 9600 bps. Segundo a mesma fonte, qualquer amador equipado com um Kantronics KPC-9612 ou similar poderá trabalhar o BlueSat, cujo indicativo ainda não está atribuído.

Além de payload para as bandas amadoras, o BlueSat incluirá experiências com o sistema GPS e com o Lexan, o mais forte plástico comercial disponível no mercado. Vai ser testada a resistência desse material às radiações UV, com o intuito de tirar conclusões para uma possível utilização em Marte.

IO86ok por 2M1EUB/p

A partir do dia 3 de Março, e por nove dias, Paul, 2E1EUB, operará em portátil nos satélites LEO desde a quadrícula IO86ok, Nordeste da Escócia. O indicativo a usar será 2M1EUB/P. A QSL pode ser enviada via 2E1EUB. A operação contempla o AO-7 para dar oportunidade aos radioamadores da América do Norte. Todos os satélites com cobertura europeia serão utilizados.

Diversos organismos internacionais apoiaram alunos portugueses

Da AMRAD chega-nos a seguinte informação.





No âmbito do programa educativo da ARISS - Amateur Radio on International Space Station, uma iniciativa para a Educação e promoção da Ciência, apoiada pelas NASA, pela Agência de Energia Russa e pela ESA, entre outras agências espaciais internacionais, como Canadá e Japão, a ARISS organismo de que a AMRAD é membro desde a sua fundação, proporcionou a alunos finalistas de três escolas do concelho de Oeiras, uma experiência viva, de ciência e de comunicações espaciais.

Este projecto teve a duração de 3 anos lectivos, foi apoiado e divulgado por um vasto leque de organismos internacionais, não se revelando contudo, que o tema versado tivesse suscitado algum interesse e colaboração, da parte da informação portuguesa do radioamadorismo, quer também de outros organismos de radioamadorismo em Portugal, facto que lamentamos assinalar.

Este facto revelou afinal aquilo que todos sabemos, salvo algumas excepções, que o tema preferido pelos radioamadores é definitivamente, o lado lúdico e desportivo, competitivo, daquilo que a rádio lhes pode individualmente proporcionar.

Não existe nenhum organismo nacional capaz de mobilizar e promover a coesão e a cultura, não existe espírito de grupo, nem meios, nem empenho em prestar um serviço cultural diferenciado de manifesta utilidade pública.

Concluímos que os aspectos da Educação e da Cultura da Ciência e Tecnologia susceptíveis de serem promovidos e veiculados através do Serviço de Amador e Amador de Satélite, são ainda, aspectos irrelevantes e de menor importância.

Este trabalho foi possível graças à colaboração e apoio da tripulação da ISS, designadamente da astronauta Sunita Williams, KD5PLB da 14ª Expedição.

Para mais notícias veja em: http://www.amrad.pt/ariss.php

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

AO-51 de novo em OFF

Segundo a AMSAT, o satélite AO-51 vai estar desligado hoje, dia 26, e possivelmente também amanhã, dia 27, no modo U ( voice transmiter). O modo S vai estar activo no modo digital.

Estas alterações destinam-se a facilitar os testes da US Air Force Academy com vista à preparação do lançamento do Falconsat-3.

Space Track TLE Retriever


Clique para ampliar

A CelesTrak disponibiliza uma ferramenta chamada Space Track TLE Retriever, que permite aos utilizadores com uma conta Space Track activa efectuar a descarga de vários elementos keplerianos de uma forma rápida e fácil. O programa é standalone (não depende de nenhum outro) e está escrito para funcionar em ambiente Windows. Pode ser despoletado manualmente ou de forma automática, sendo que os dados por ele recebidos são gravados em conjuntos de ficheiros definidos pelo utilizador. Possui uma função muito útil para quem usa PDA's, pois gera formato PDB.

Para a descarga do programa e mais instruções sobre como activar uma conta, pode dirigir-se ao endereço http://www.celestrak.com/SpaceTrack/TLERetrieverHelp.asp

Contacto da ISS com alunos de Oeiras

Pode ouvir aqui a gravação do QSO, efectuado hoje pelas 15:51 UTC, entre os alunos portugueses e a ISS (International Space Station).

Mais informação em www.amrad.pt.

QSL de XI-IV

Chegou hoje. É uma bonita QSL.






domingo, 25 de fevereiro de 2007

Balões de Alta Altitude


Foto: AMRAD

Há vários projectos em curso. Outros já executados. O lançamento de balões com emissão nas bandas amadoras é uma excelente forma de experimentação. Em Portugal a AMRAD efectuou um lançamento em 2003: O CinelSat-2.

Ralph Wallio, W0RPK, apresenta uma secção de ligações a projectos deste tipo que vale a pena visitar.

Em http://showcase.netins.net/web/wallio/ARHABlinks.htm


O CinelSat-2 emitiu tramas em APRS, na frequência de 145.850 MHz.

Mais informações em http://www.amrad.pt/lancamento_cinelsat2.php



Imagem: AMRAD

Cálculo da SNT



Artigo sobre como calcular a SNT (System Noise Temperature). Em inglês e da autoria de Ralph Wallio, W0RPK.

Em http://showcase.netins.net/web/wallio/SNT.html

Sugestão de CT2IWV

Recebemos esta sugestão de CT2IWV, Pedro.

Tendo em conta que:

1) O tempo de passagem de um satélite é relativamente curto.
2)Existem vários radioamadores à espera de oportunidade para fazer o seu contacto.

Sugiro que:

1) Se efectue no máximo 2/3 contactos por operador/passagem de satélite (dando assim possibilidade aos outros colegas).
2) Se utilize baixa potência.
3) Se não monopolize as comunicações satélite e se saiba aguardar uma oportunidade.


Fica aqui a sugestão.

Libertad-1



Dados do CubeSat Libertad I - Universidad Sergio Arboleda

Masa: 1 kg
Volume
: 1000 cm cúbicos (10cm X 10 cm X 10cm)
Órbita
: Polar 97°
Período órbital :
5955.9 segundos
Altitude:
650km
Frequências:

  • Uplink: 145.825 MHz 1200 bps AX.25 AFSK
  • Downlink: 437.405 MHz 1200 bps AX.25 AFSK

Payload:

  • Teste de dispositivos electrónicos no espaço.
  • Transmissão de dados.
  • Sistema de estabilização e orientacão.
  • Salvo RTOS embebido em uC TI msp430f169
  • Teste de baterias.
Data prevista de lançamento: 27 de Março de 2007

Fonte: Universidad Sergio Arboleda, Projecto Espacial Colombia

CAPE 1 (K5USL)


Foto: University of Louisiana

Um dos CubeSats que será lançado em 27 de Março foi desenvolvido na Universidade da Louisiana, em Lafayette. O sub-sistema de comunicações consiste num TNC, um transceptor, um amplificador de RF e antenas. Um micro-controlador PIC actuará como TNC, gerando tramas AX.25. O transceptor é um Chipcon CC1020, extremamente pequeno, de baixa potência e custo.

O CAPE 1 vai emitir telemetria no seguinte formato:

Minuto 00:00 0:30 1:00 1:30 2:00
ModoCW 1AX.25 1 CW 2AX.25 2 CW 3

Serão alternadas as emissões do beacon em CW e de Packet a 9600 bauds. As informações enviadas em CW são repetidas nas tramas de Packet.

Espera-se a seguinte informação:

CW Beacon 1: ABCDEFGHIJKLMNOPQ

A - Sequência do Beacon
BC - Voltagem MPB (valor deve ser multiplicado por 2)
DE - Voltagem HPB Voltage (valor deve ser multiplicado por 2)
FG - Voltagem Bateria 1 (valor deve ser multiplicado por 2)
HI - Voltagem Bateria 2 (valor deve ser multiplicado por 2)
JK - Corrente Gerada Bateria 1
LM - Corrente Absorvida Bateria 1
NO - Corrente Gerada Bateria 2
PQ - Corrente Absorvida Bateria 2

CW Beacon 2: ABCDEFGHIJKLMNOPQRS

A - Sequência do Beacon
BC - Temperatura Bateria 1
DE - Temperature X+
FG - Temperatura X-
HI - Temperatura Y+
JK - Temperatura Y-
LM - Temperatura Z+
NO - Temperatura Z-
PQ - Temperatura Amp.RF
RS - Temperatura Bateria 2

CW Beacon 3: ABCDEFGHIJKLM

A - Sequência do Beacon
BC - Painél Solar X+
DE - Painél Solar X-
FG - Painél Solar Y+
HI - Painél Solar Y-
JK - Painél Solar Z+
LM - Painél Solar Z-


A frequência a monitorizar será a de 435.245Mhz. O satélite emitirá com 1 Watt nos formatos 9600bps FSK AX.25 e CW, em intervalos de 30 segundos.

Mais informação em http://cape.louisiana.edu/


Vasant Valley School, India

O contacto entre a Vasant Valley School, em Nova Deli, India, e a ISS foi efectuado com sucesso. Durante nove minutos, Sunita Williams respondeu às questões dos alunos. Estiveram presentes 600 alunos no evento.

Para um extracto em audio clique em http://ronhashiro.htohananet.com/audio/ARISS%20India%202007-Feb-24%200850z.mp3

Fonte: ISS FAN CLUB

"Em Órbita" - Edição 67 - Janeiro 2007

Para a descarga do último boletim "Em Órbita" clique AQUI.

18 perguntas preparadas para os astronautas

São dezoito as perguntas que os estudantes portugueses prepararam para, muito possivelmente, Sunita Williams. As perguntas serão feitas em inglês, a língua da astronauta.

Aqui estão elas:

1. Before leaving for any mission in space, you have many months of preparation. Is the reality very different from the tests you go through on Earth?
2. Isn't it difficult to live in a small closed space during so long a time?
3. What kind of food do you eat?
4. Is there any process of recycling water in space? If so, what is it?
5. How do you manage to keep the level of oxygen steady inside the spaceship?
6. How do you get rid of your waste?
7. Do you have any trouble in falling asleep? How do you distinguish if it's day or night?
8. What's the official language on the ISS?
9. What do you feel when you see the Earth from the space? What's the feeling?
10. Isn't it boring only to see stars, planets and space?
11. What do you miss the most when you are in space?
12. Is the relationship between astronauts strictly professional or have you become friends? Have you ever had any arguments? How did you solve them?
13. How can you repair the spaceship if it is somehow damaged?
14. For how long can you stay in space? What is the maximum time? Is there a limit for the number of missions an astronaut can do in space?
15. When you come back to Earth from a space mission, how do you adapt to gravity? Do you need any external help? What kind of help?
16. What kind of scientific research are you doing now?
17. What's the importance of space research to science and technical progress?
18. What do you think about other planets colonization? Will it be possible or is it only fiction?