O radar espacial GRAVES situa-se em Dijon, no sul da França e foi concebido para detectar objectos em órbita que transitam por cima do território francês e partes da Europa.
A emitir na frequência de 143.050Mhz (USB), o sistema é relativamente fácil de escutar se o objecto em questão for de grandes dimensões, como por exemplo, a estação espacial (ISS) ou mesmo a Lua, em particular quando esta transita a sul do radar.
Para os caçadores de "pings" dos meteoritos, o radar tem assumido maior importância nos últimos anos em que se assiste ao desaparecimento das emissões televisivas em canais VHF de banda baixa.
Aliás, pelo que temos averiguado, o grande último sinal europeu nesta banda encontra-se precisamente em Portugal, na serra do Muro. E como sabemos, em 2012, vão carregar no botão "off".
fonte: PE1ITR
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terça-feira, 31 de maio de 2011
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Radar GRAVES em VHF
Desenvolvido para a Força Aérea Francesa, o radar espacial GRAVES entrou em operação nos finais de 2006. Este sistema permite monitorizar centenas de satélites LEO (Low Earth Orbiter) tal como os Cubesats e outros objectos espaciais, muitos deles com menos de 10cm em espessura e a altitudes abaixo dos 1000km.
Quatro feixes em VHF varrem uma área de 45 graus que, com medições do efeito doppler, detectam grande parte dos objectos espaciais que passam por cima da Europa. Graças aos esforços de alguns membros da lista Hearsat, determinou-se a frequencia de operação nos 143.050mhz. Um exemplo da "assinatura" de um satélite pode ser visto aqui.
O processo é simples, basta sintonizar um receptor VHF nos 143.050 USB e esperar um pouco. As reflexões dos objectos espaciais traduzem-se em "pings" de menor ou maior duração, dependente do seu tamanho físico. A saída de som do rádio pode ser ligada a um PC e o áudio analizado com um programa tal como o Spectrum Lab.
Passei a manhã a escutar esta frequencia e confirmei, de forma bastante empírica, a passagem do AO51, anunciada momentos mais tarde pelo programa Orbitron.
Créditos para lista Hearsat e PE1ITR
Quatro feixes em VHF varrem uma área de 45 graus que, com medições do efeito doppler, detectam grande parte dos objectos espaciais que passam por cima da Europa. Graças aos esforços de alguns membros da lista Hearsat, determinou-se a frequencia de operação nos 143.050mhz. Um exemplo da "assinatura" de um satélite pode ser visto aqui.
O processo é simples, basta sintonizar um receptor VHF nos 143.050 USB e esperar um pouco. As reflexões dos objectos espaciais traduzem-se em "pings" de menor ou maior duração, dependente do seu tamanho físico. A saída de som do rádio pode ser ligada a um PC e o áudio analizado com um programa tal como o Spectrum Lab.
Passei a manhã a escutar esta frequencia e confirmei, de forma bastante empírica, a passagem do AO51, anunciada momentos mais tarde pelo programa Orbitron.
Créditos para lista Hearsat e PE1ITR
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